Politica
• 30/04/2026 21:14 • 16 visualizações
• Por Lauro Pogozelski
Ne muma surpresa para que acompanha politica diariamente.
E para ZERO surpresa para quem acompnha o desenrolar político diário, não se surprendeu com a derrubada do veto do governo Lula na questão do mal falado PL da dosimetria. O Congresso Nacional derrubou hoje (30/04/2026) o veto do presidente Lula ao PL da Dosimetria (PL 2.162/23), mudando a forma de cálculo das penas em crimes contra a democracia. A medida pode reduzir condenações de envolvidos nos atos de 8 de janeiro e beneficiar figuras como Jair Bolsonaro e aliados. O governo ainda pode recorrer ao STF, que poderá analisar a constitucionalidade via ADI ou ADPF.
O que realmente vai mudar com o PL da Dosimetria valendo.
Cálculo das penas: antes, somavam-se as penas de crimes cometidos no mesmo contexto (concurso material). Agora, aplica-se apenas a pena do crime mais grave, com acréscimo de 1/6 até metade (concurso formal).
Redução de penas coletivas: crimes cometidos em meio a multidão podem ter redução de até 2/3 da pena, desde que o condenado não seja líder, organizador ou financiador.
Progressão de regime: regra geral passa a ser após cumprimento de 1/6 da pena, mas crimes hediondos, feminicídio, milícia e liderança criminosa continuam com exigências mais altas
Quem ganha com isso?
Condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.
O texto pode beneficiar Jair Bolsonaro e militares envolvidos na tentativa de golpe, já que suas penas foram calculadas pela soma dos crimes.
Outros réus que participaram de manifestações coletivas sem liderança direta também podem ter redução.
O governo vai recorrer?
Não tenho dúvidas. O governo pode questionar a constitucionalidade no Supremo Tribunal Federal (STF).
Instrumentos possíveis:
ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade) – questiona se a lei viola a Constituição.
ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) – usada quando há violação de princípios fundamentais.
Acontece que o STF já havia entendido que os crimes de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático podem ser somados. O novo PL contraria esse entendimento, abrindo espaço para contestação.
Riscos e debates.
Críticos: afirmam que a lei representa retrocesso democrático e pode estimular novas tentativas de golpe, reduzindo a punição.
Defensores: dizem que corrige excessos nas condenações e busca “harmonia política”. Oque não é verdade!
STF: pode suspender a aplicação da lei até julgamento final, caso considere inconstitucional.
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